The old and good rock'n'Roll
' Fim base





O melhor momento do Rock Brasileiro incentivou várias gerações de músicos. A revolução cultural tupiniquim dos anos 80 e a fase final do bom rock internacional até hoje alimentam as idéias de intérpretes e compositores. Eu me lembro muito bem do Show do Roupa Nova no ginásio do Álvares, em oitenta e sei-lá-quando (já a data não me lembro tão bem), do impacto dos fantásticos vocais, da guitarra pesada e a bateria marcante. Saudosismo? Podem apostar que não. Como, segundo o Roger Moreira, do Ultraje a Rigor, ninguém tem mais nada a dizer, por isso a música de hoje é quase toda daquela época. Tudo é relançado ou regravado: Kid Abelha, RPM, Capital Inicial, Legião Urbana, Queen, Guns’n’roses, Rolling Stones, U2...Com o U2 tem até uma história interessante. Bono Vox foi convidado a um debate sobre o Rock em uma Universidade dos EUA. Perguntaram a ele: “O Rock acabou porque não tem mais o princípio da negação: os músicos se tornaram pop-stars e usufruem a sociedade podre e decadente que eles mesmos criticavam. Vocês vão falar de quem e do que, em suas composições, agora?” O Irlandês respondeu que o cara tinha razão. O rock não tinha mais do que falar. A único discurso possível seria a própria decadência dos roqueiros. Em outras palavras, tiradas de uma canção escrita na bela e inculta flor do lácio: Meus heróis morreram de overdose. Pois é. Assistam ao filme “Quase Famosos” e vocês irão ver e ouvir isso tudo nas palavras amargas do crítico musical Lester Bangs. Todo esse blá-blá-blá foi pra contar que, entusiasmados por aquele show fantástico daquela banda do c* (tudo bem, as letras do Roupa Nova ficaram bem fraquinhas depois, mas eles precisavam vender discos. Meus heróis morreram de overdose, lembram ?) alguns amigos resolveram formar uma banda. Com uma guitarra Gianinni Stratosonic, um contrabaixo Tonante, além de uma caixa de ferramentas(!!!) e um atabaque como bateria, começamos...Seja audacioso, e forças poderosas correrão em seu auxílio (o filme, de novo). A banda Cordas e Vocais tocou muitos anos, a despeito do mau humor do guitarrista e da bagunça que era o repertório. Era uma ótima banda. Depois que separamos, o Rodrigo continuou, era um excelente baterista e um vocalista de primeira. Tocou no Vozmania, andou excursionando com o Big Beatles, e finalmente foi ser funcionário público em Brasília (calma, Cazuza). Os outros dois, contrabaixo e guitarra, continuaram a tocar aqui e ali. Depois apareceu o Niltinho, outra fera na bateria. Pra tocar em power trio tem que ser. Fizeram umas bandinhas alternativas, depois que casaram(cada um com uma mulher, pera aí...) andaram tocando até forró e bolero (por favor, não contem pra ninguém...) só pra não ficarem parados. Bom, aí apareceu o Daniel, o irmão mais novo do Niltinho, que estava aprendendo a tocar guitarra e tinha uma banda, que não estava indo muito bem. Achou o baixista, que se chamava Roger, saudosista do Cordas e Vocais, e o convidou formar uma nova banda. O guitarrista, Serginho, irmão do Roger, ainda andava meio mal-humorado, mas ninguém ligava muito pra ele, e também topou na hora. Direto de Sampa veio o Lelo, vocalista carismático e cheio de experiência dos shows na terra da Garoa. E assim, entre idas e vindas, a nova banda ZONAPOP encontrou sua formação atual, que vocês vão poder conferir nos shows ao vivo e nos vídeos na Internet, com Daniel, Lelo, Nilton, Roger e Sergio. Quais as influências e o repertório? Pô, vocês não leram nada do que eu escrevi?